sábado, 27 de dezembro de 2014

O QUE FAREI SEM EURÍDICE?

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 Sugestão musical, texto e tradução da ária: Albina de Castro
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Ópera: "Orfeu e Eurídice"
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Ária: "Che farò senza Euridice?"
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Duração: 4' 53"
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Compositor: Christoph W. Gluck (1714-1787)
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Mezzo-soprano: Grace Bumbry (St. Louis, Missouri, EUA, n. 1937)
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Responsabilidade técnica: Addiobelpassato (começo da ária aos 10")

 
 

 
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A voz plangente e maravilhosa de Grace Bumbry evoca o lamento doloroso de Orfeu, destroçado pela perda da sua muito amada Eurídice.
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Eurídice, mordida por uma cobra durante a perseguição do infame Aristeu, perdera a vida e descera às trevas do mundo inferior, o Reino dos Mortos. Aí a procurara Orfeu, tocando a sua lira mágica e enfrentando mil perigos.
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Hades, comovido pela agonia daquela música desesperada, permitiu a Orfeu que reconduzisse a sua Eurídice, através de caminhos tenebrosos, até à luz do sol, mas com a condição de nunca olhar para ela até lá chegar.
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Orfeu cumpriu a condição quase até ao fim. Quando, porém, se virou, uma única vez, para confirmar se Eurídice o seguia, esta transformou-se de novo num espectro e, lavada em lágrimas, com um grito de agonia, foi outra vez arrastada para o Reino dos Mortos.
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Orfeu, trespassado de saudade e de dor, cantou então o hino pungente de todos os grandes amores perdidos nesta vida: Che farò senza Euridice?

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O que farei sem Eurídice?
Aonde irei sem o meu amor?
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Eurídice! Eurídice!
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Oh Deus!
Responde!
Responde!
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Eu continuo puro e teu fiel!
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O que farei sem Eurídice?
Aonde irei sem o meu amor?
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Eurídice! Eurídice!
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Ah! Já não espero
nem socorro, nem esperança
Nem do mundo, nem do céu!
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O que farei sem Eurídice?
Aonde irei sem o meu amor?
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(Albina)
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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Novo livro sobre Angola - "Namibe, Terra da Felicidade"

Na capa: a misteriosa welwitschia mirabilis, só encontrável no deserto do Namibe
 
 
(CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR)
 
Deu recentemente entrada na Torre uma nova e imperdível publicação sobre Angola, mais especificamente uma monografia de 215 páginas dedicada à província do Namibe (ex-distrito de Moçâmedes, no tempo português), território que preenche o sudoeste do país.
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A obra, patrocinada pelo Governo Provincial do Namibe e empenhadamente apoiada pelo governador Rui Falcão, foi editada pela Chá de Caxinde (Luanda).  Contém ao longo dos textos, em excelente papel, numerosíssimas e belas ilustrações, algumas de grande raridade.
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Segundo informa a UCCLA (União das Cidades  Capitais de Língua Portuguesa), este trabalho corporiza a primeira monografia sobre uma província da Angola independente, ficando, também por isso, a constituir um marco histórico.
 
Foi lançada, pelas autoridades governamentais, na cidade capital do Namibe.
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Dama mucubal regalando-se com o seu cachimbo (foto Rurukina)
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Namibe, Terra da Felicidade teve a coordenação de Miguel Anacoreta Correia e Maria Eleutéria Ornelas, e integrou o contributo de diversos investigadores e especialistas das temáticas abordadas, alguns deles nascidos no Namibe.
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A capital Namibe (ex-Moçâmedes), anos 60
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Com um Prefácio do governador do Namibe, Rui Falcão, e uma Introdução de Miguel Anacoreta Correia, o trabalho divide-se em 4 partes:
 
1.ª PARTE - MEIO FÍSICO, RECURSOS NATURAIS, POPULAÇÃO
 
2.ª PARTE - HISTÓRIA - DAS ORIGENS À INDEPENDÊNCIA
 
3.ª PARTE - NAMIBE: UM OLHAR NO PRESENTE
 
4.ª PARTE - UM OLHAR PARA O FUTURO
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As vaidosas himbas são rainhas de elegância e de beleza (foto Dror Yalon)
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Os textos de Namibe, Terra da Felicidade tiveram as seguintes autorias (com as respectivas págs. entre parêntesis):
 
1.ª PARTE
Fauna e Flora (25-26) - Prof. Augusto Manuel Correia
Grupos Humanos no Namibe (43-48) - Dr. Ildeberto Madeira
Mbali, Quimbares. Kimbar. Tyimbari (48-49) - Dr. Ildeberto Madeira
 
2.ª PARTE
Das Origens à Independência (53-102) - Dr. José Bento Duarte
Da Independência à Actualidade (103-104) - Gen. H. Dolbeth e Costa
 
3.ª PARTE
Urbanismo (121-133) - Arq.º Vasco Morais Soares
O Namibe nas Letras (162-168) - Dr. Manuel Rodrigues Vaz
Centro de Estudos do Deserto (168-170) - Dr. Samuel Aço
Agricultura e Pecuária (174-178) - Prof. Augusto Manuel Correia
 
4.ª PARTE
Agricultura e Pecuária (188-192) - Prof. Augusto Manuel Correia
 
(Os textos não referenciados foram elaborados pela equipa de coordenação)
 
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O maravilhoso deserto do Namibe
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Como se diz na Introdução, Namibe, Terra da Felicidade "pode ser particularmente útil aos estudantes dos ensinos secundários e superior e seus professores, para funcionários públicos com responsabilidades de enquadramento e, também, para responsáveis por organizações da sociedade civil da Província; e ainda para todos aqueles que, por esta ou por aquela razão, têm interesse em melhor conhecer o Namibe, nomeadamente empresários ou candidatos a investidores, ou, apenas, turistas ou amigos de viajar pela leitura".
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São abundantes os pontos de interesse deste magnífico trabalho, desde o pequeno ao grande facto, da pequena à grande História... Apenas a título de exemplo, ficam apontamentos que nos permitem distinguir o que há muito é confundido (o deserto do Namibe não é o deserto do Kalahari); a província do Namibe (parte integrante de Angola) nada tem a ver com a Namíbia (país independente confinante com o sul de Angola), embora ambas partilhem o imenso deserto do Namibe.
 
É defendida a sugestiva e consistente tese de que as cavernas e furnas do Namibe terão sido, com outros lugares de África, um dos berços da Humanidade; há ainda as invasões dos povos hereros (mucubais, himbas, etc.) que aqui acharam os primitivos habitantes (cuissis, kuepes); os navegadores portugueses do século XV, com a tese de que a desgraça política de Diogo Cão, o herói português, terá nascido defronte das terras do Namibe; as produções literárias de um surpreendentemente vasto leque de autores nascidos no território; as semelhanças urbanísticas da capital com as urbes portuguesas do Algarve; a arte inesperada e impressiva dos Mbali; os dramas e as glórias das primeiras colonizações e da luta pela independência; e muitos, muitos outros elementos de interesse desta terra fascinante entre as mais fascinantes...
 
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O belo sorriso de um povo bom e inesquecível (foto Malanjino)
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Segundo informações que recolhemos,  os milhares de exemplares de Namibe, Terra da Felicidade destinaram-se essencialmente a Angola.
 
Em Portugal, os poucos exemplares restantes podem ser ainda encomendados aos balcões da FNAC.
 
Para entregas mais rápidas (prazo de 1 dia) é recomendado o contacto online com o distribuidor oficial português, Perfil Criativo, bastando escrever no motor de busca: Perfil Criativo. Loja. Namibe.
 
Se preferir o contacto por correio electrónico, use   info@perfilcriativo.net
 
Preço de venda ao público: € 20.
 
Boa e proveitosa leitura!
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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Feliz Natal

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(Coros do povo Wagogo, África, num trabalho de Bovenga Na Muduma)
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