domingo, 27 de fevereiro de 2011

O Mítico "Cavaleiro Andante" (n.º 11 a n.º 20)

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Semanário juvenil publicado pela ENP (Empresa Nacional de Publicidade - Lisboa - Portugal).
Estes dez números viram a luz do dia entre 15 de Março e 17 de Maio de 1952.
20 páginas.
Histórias em continuação (por vezes adaptações de grandes clássicos).
Preço: 1$80 (um escudo e oitenta centavos), cerca de 0,9 cêntimos do actual euro.
Pode ver as capas dos dez primeiros números neste mesmo blogue (26-Julho-2008).
Para acesso a outros lançamentos desta Editora, clicar, abaixo, na respectiva etiqueta ("Empresa Nacional de Publicidade").
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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Líbia - As Amazonas de Kadhafi

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"São jovens, bonitas e treinadas para matar.
Muammar Kadhafi dispensa os tradicionais seguranças masculinos de fato e óculos escuros. Só aceita ser escoltado por mulheres seleccionadas a dedo para integrar a sua Guarda Amazónica.
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Submetidas a um treino intensivo numa academia especial, as amazonas do ditador líbio aprendem artes marciais e tornam-se especialistas em armas de fogo.
Em viagens oficiais, o governante, que tem recusado abandonar o poder apesar dos fortes protestos na capital, costuma fazer-se acompanhar de 30 ou 40 elementos de segurança.
Onde quer que vão, as amazonas de Kadhafi são o centro das atenções: apresentam-se maquilhadas, usam salto alto, penteados de estilo ocidental e vestem uniforme militar.
Fortemente armado, este grupo de mulheres faz parte da longa lista de excentricidades do Chefe do Estado líbio.
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Para integrarem a força de segurança, as jovens, também responsáveis por vigiar a tenda onde o líder beduíno fica alojado nas suas viagens, têm de ser virgens e fazer um voto de castidade.
Ainda assim, os supostos critérios de selecção anunciados pelo regime não impedem que corram rumores sobre o alegado envolvimento sexual entre Kadhafi e as suas amazonas.
Para entrar na Guarda Amazónica, as mulheres têm de jurar proteger o seu líder com a vida.
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Durante uma visita a Itália em Agosto do ano passado para estreitar relações com o Governo de Silvio Berlusconi, Kadhafi discursou perante centenas de jovens e pediu-lhes que se convertessem ao Islão.
O líder afirmou ainda que as mulheres são mais bem tratadas no seu país do que no Ocidente, dando origem a uma acesa polémica em Itália.
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Documentos revelados pela WikiLeaks em Novembro revelam, contudo, que tem havido "uma diminuição da importância" das agentes que protegem Kadhafi.
"Só uma guarda feminina foi incluída na delegação composta por 350 pessoas que acompanhou Kadhafi na sua viagem a Nova Iorque", pode ler-se na correspondência trocada entre diplomatas americanos e o Departamento de Estado dos Estados Unidos, em Setembro de 2009.
"Observadores em Tripoli especulam que a sua guarda feminina está a começar a ter um papel menos significativo em termos de segurança pessoal", acrescenta-se no documento.
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Viajar com um dispositivo de segurança fortemente armado já trouxe alguns problemas a Kadhafi.
Quando em Novembro de 2006 o Presidente líbio aterrou em Abuja, na Nigéria, acompanhado de 200 seguranças, as autoridades do aeroporto recusaram-se a deixá-lo entrar na cidade. Em causa não estava o número de elementos da comitiva, mas antes a quantidade de armas e munições que eram transportadas. Após a intervenção do então presidente nigeriano, Olusegun Obasanjo, Kadhafi aceitou entregar grande parte do armamento, mas antes ainda ameaçou ir a pé até ao centro da cidade, que fica a 40 quilómetros do aeroporto.
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Mas não é só a sua segurança que Kadhafi deixa nas mãos das mulheres.
Para onde quer que vá, o ditador faz-se acompanhar por uma equipa de quatro enfermeiras. Uma delas é descrita por diplomatas americanos como uma "loira voluptuosa", com quem o ditador manterá uma relação amorosa e que poderá ser uma das suas companhias no bunker onde agora se encontra refugiado."  (*)
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(*) - Catarina Reis da Fonseca - Diário de Notícias - Lisboa - Portugal (26-Fev-2011)
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Neste mesmo instante...

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Neste mesmo instante
há um homem que sofre,
um homem torturado
tão somente
por amar a liberdade.
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Ignoro onde vive,
que língua fala,
de que cor é a sua pele,
como se chama,
mas neste mesmo instante,
quando os teus olhos lêem
o meu pequeno poema,
esse homem existe,
grita,
pode-se ouvir o seu pranto
de animal acossado,
enquanto morde os lábios
para não denunciar os amigos.
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Ouves?
Um homem, só, grita
amarrado,
existe em algum lugar.
Eu disse só?
Não sentes, como eu,
a dor do seu corpo
repetida no teu?
Não te brota o sangue
sob os golpes cegos?
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Ninguém está só.
Agora,
neste mesmo instante,
também a ti e a mim
nos mantêm amarrados.
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José Agustín Goytisolo
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Barcelona - Espanha (1928-1999)
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Grandes Quadros

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A Triste Mensagem
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Peter Fendi (1796-1842)
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Áustria
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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Homens e mulheres na corte do rei D. João V de Portugal (1707-1750)

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"D. João V, esse rapazola «un peu fou», como dizia Mathieu Marais no seu Journal, trouxe à corte sorna e beata do princípio do século XVIII uma verdadeira convulsão.
Revolucionou tudo, transformou tudo.
Com o avô D. João IV, o paço fora uma capela; com o tio Afonso VI, uma cavalariça; com o pai Pedro II, um mosteiro.
D. João V sacudiu dos seus manguitos de renda toda a poeira do passado — e acabou com o mosteiro, com a cavalariça e com a capela.
Pois quê? Os seus vinte anos haviam de deixar-se abafar naquela corte sem mocidade e sem mulheres, por cujos corredores soturnos, em silêncio, não passavam senão velhos e frades?
Não.
O sonho de Versailles, que ele nunca vira, deslumbrava-o, acenava-lhe de longe.
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Uma corte não podia ser uma sacristia, nem um picadeiro, nem um claustro.
Uma corte como ele a entendia, como ele a sentia — ele, afilhado do Rei-Sol — devia ser alguma coisa de vivaz, de brilhante, de luminoso, de magnífico, um gineceu doirado por onde o galo real passeasse, rufiando a asa e encrespando a crista, com a Jarreteira no joelho, a impertinência no olhar e o Tosão de Oiro ao pescoço.
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No Paço da Ribeira só havia salas bafientas, escuras, monásticas, com tectos de tumba e chão de tijolo? Que importava! Faziam-se outras.
As mulheres fechavam-se, embiocavam-se, aferrolhavam-se à mourisca nas suas câmaras, com medo de que os homens as comessem?
Pois bem: o rei era ele, a moda era ele.
Haviam de vir dançar com os homens, falar com os homens, conviver com os homens — fazer cintilar, naquela Versailles saloia do Arco dos Pregos, à luz de quinhentas velas acesas, a sua nobreza e a sua graça, a sua mocidade e as suas jóias.
Iam murmurar os Catões do Paço?
Que importavam os Catões velhos à juventude insolente de D. João V!
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Mariana de Áustria chegou, com os seus jesuítas, os seus cães, a sua fealdade, os seus cravos holandeses. O rei casou-se.
E da sombra do velho Paço do século XVII, da capela de D. João IV, da cavalariça de Afonso VI, do mosteiro de Pedro II, jorrando luz, faúlhando talhas, sacudindo polvilhos, revoando pinturas, enchendo, dum topo a outro, a nova Sala dos Embaixadores, entre leques e espadins, púrpuras de cardeal e casacas de seda, cabeleiras de França e músicos de Itália, acanhada ainda, hesitante ainda, tonta de liberdade e de claridade — a corte de D. João V surgiu.
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Sem luta?
Não.
Não se afastam séculos de tradição, ligeiramente, com o tacão vermelho dum sapato.
O «Portugal novo» aplaudiu; mas o «Portugal velho», tudo quanto havia de anacrónico, de conservador na nobreza palatina, não duvidou protestar, respeitosamente embora, contra hábitos estrangeiros de licença e de escândalo que vinham perturbar a serenidade patriarcal da corte portuguesa.
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Formaram-se dois partidos: o da «moda nova», capitaneado pelo conde da Ericeira, D. Francisco, homem elegante, desempoeirado, jovial; e o da «moda velha», pelo conde de Vimioso, espécie de duque de Saint-Simon, azedo e formalista, taciturno e devoto, para quem o lar era um mosteiro, a virtude uma clausura, e uma mulher — o diabo.
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O primeiro tinha por si o rei.
O segundo tinha por si a tradição.
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«Fui ao Paço (conta o desembargador Brochado para Londres, em carta ao conde de Viana) a perturbar com a minha beca a alegria de tão espaçosas salas, onde me dizem que há grandes disputas entre os cavalheiros para a constituição da nova corte; porque uns querem que as senhoras se deixem ver e venham conversar com eles nas antecâmaras; que joguem e bailem sem distinção de sexo e de idade; outros, pelo contrário, pregam retiro, silêncio e recato, e detestam o comércio de damas e cavalheiros».
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Não era fácil encontrar uma fórmula de conciliação entre a observância da Cartuxa e as festas do Grand Trianon.
Venceu quem tinha de vencer: o partido da «moda nova», o partido do conde da Ericeira — o partido do rei.
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No dia 4 de Novembro de 1708, dia de S. Carlos, as salas dos Tudescos, dos Embaixadores, dos Leões, abriram-se, inundaram-se de luz, armaram-se de panos de Arras; damas acanhadas, deslumbradas, salpicadas de jóias, entraram aos bandos, tímidas, escorregando, escondendo-se, encostando-se umas às outras como ovelhas medrosas;
pela primeira vez, desde os bons tempos de D. Manuel, homens e mulheres encontraram-se, conheceram-se, cortejaram-se nas salas do Paço; a rainha tocou cravo; a infanta D. Francisca, muito gorda, muito corada, muito empoada, dançou;
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os moralistas de bioco do Portugal velho cuidaram que se tinha acabado o mundo e a vergonha — e Luís Manuel da Câmara, alarmado, apreensivo, contava para a Holanda, seis dias depois, em carta a D. Luís da Cunha: «houve um baile no dia de S. Carlos, em que dançaram e cantaram as damas do paço na presença de damas e fidalgos; el-Rei está teimoso em estrangeirar o nosso país, e não sei até onde chegará...»
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Desde esse dia produziu-se — era inevitável— uma profunda modificação nos costumes e na moral da corte.
A sedução nasceu.
A graça revelou-se.
Cultivou-se a elegância.
Balbuciou a intriga.
Surgiu o amor.
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A nobreza portuguesa do princípio do século XVIII, carrancuda e beata, sorna e patriarcal, que mandava casar as filhas sem elas saberem com quem, teve de contar, daí por diante, com um elemento novo.
A menina fidalga, a frança do Paço, requestada, galanteada, perseguida — pôde amar e escolher. Escolhendo — dignificou-se.
Dignificando-se — dominou.
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O motivo sentimental começou a intervir nos casamentos da corte.
As mulheres das grandes casas fidalgas continuavam a viver reclusas como cónegas, a sete chaves, de pernas encruzadas sobre a sua esteira?
D. João V trouxe-as ao Paço — e insensivelmente, inconscientemente, foi fazendo desse Paço uma escola de convivência e de galanteria, que as poliu, que as sociabilizou, que as libertou, que as revelou a si mesmas, que as educou na arte subtil de conversar, de perturbar, de seduzir.
É por isso que, a partir D. João V, o culto da mulher ganha em interesse, em curiosidade, em volúpia." (*)
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(*) Fonte - Júlio Dantas - O Amor em Portugal no Século XVIII
Livraria Chardron de Lello&Irmão
Porto - Portugal (1916)
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Salário

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Ó que lance extraordinário:
aumentou o meu salário
e o custo de vida, vário,
muito acima do ordinário,
por milagre monetário
deu um salto planetário.
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Não entendo o noticiário.
Sou um simples operário,
escravo de ponto e horário,
sou caxias voluntário
de rendimento precário,
nível de vida sumário,
para não dizer primário,
e cerzido vestuário.
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Não sou nada perdulário,
muito menos salafrário,
é limpo meu prontuário,
jamais avancei no Erário,
não festejo aniversário
e em meu sufoco diário
de emudecido canário,
navegante solitário,
sob o peso tributário,
me falta vocabulário
para um triste comentário.
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Mas que lance extraordinário:
com o aumento de salário,
aumentou o meu calvário!
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(Carlos Drummond de Andrade)
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Brasil
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(1902-1987)
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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Enfermidades e morte do imperador D. Pedro I, do Brasil (rei D. Pedro IV de Portugal)

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D. Pedro I do Brasil - D. Pedro IV de Portugal
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Nasceu no palácio de Queluz, próximo de Lisboa, Portugal, em 12 de Outubro de 1798.

Faleceu no mesmo palácio, e no mesmo compartimento em que nascera, a 24 de Setembro de 1834.
Filho de D. João VI e de D. Carlota Joaquina, reis de Portugal.
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D. Pedro foi o primeiro imperador e também o primeiro chefe de Estado do Brasil (de 1822 a 1831).
Foi também, por alguns dias, o 28.º rei de Portugal, tendo abdicado da coroa lusitana em favor de sua filha D. Maria da Glória, que por isso se tornaria na rainha D. Maria II de Portugal.
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À frente das tropas liberais combateu o seu irmão D. Miguel, que se proclamara rei absolutista de Portugal (guerra civil de 1832-1834): chamam-lhe por isso, na terra portuguesa, o Rei-Soldado.
Ficou conhecido, nas duas pátrias irmãs, por Libertador: libertou o Brasil do domínio colonial português; e libertou Portugal do governo absolutista de D. Miguel.
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Doou o seu coração à cidade do Porto, em Portugal (conservado num formoso relicário da Igreja da Lapa). Com essa excepção, os seus restos mortais ficaram repousando por largos anos no Panteão de S. Vicente de Fora (Lisboa).
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Em 1972, na comemoração do 150.º aniversário da independência, o seu corpo foi transladado para o Brasil, a pedido do respectivo Governo, repousando no Monumento do Ipiranga, em São Paulo.
O coração de D. Pedro continua todavia na igreja da Lapa, na cidade do Porto: o túmulo em que ele se guarda ostenta de um dos lados a bandeira de Portugal; no outro, a bandeira do Brasil.
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Os dias da independência do Brasil
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Embora não tenha sido desta doença que viria a falecer, D. Pedro começou a sofrer de ataques epilépticos desde rapaz. O primeiro ataque registado verificou-se em público, quando seu pai, D. João VI, refugiado com a corte portuguesa no Brasil, dava beija-mão no Rio de Janeiro por ocasião do seu aniversário natalício.
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Referem-se pelo menos mais dois acessos do chamado “grande mal”: quando D. João VI expulsou do Rio a bailarina Noemi, amante do filho; e quando D. Pedro assistiu ao desembarque no Rio de sua segunda mulher, D. Amélia de Leuchtemberg.
Esta doença explica o feitio impulsivo e autoritário do imperador, bem como alguns condenáveis excessos de linguagem e de atitudes que muitas vezes o comprometeram, apesar do seu fundo de natural bondade.
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Terminada a guerra civil em Portugal (1832-1834), em que D. Pedro, no comando dos liberais, recuperou o trono português ao irmão D. Miguel, concedeu-se amnistia aos absolutistas vencidos, protegeu-se o embarque para o exílio de D. Miguel e concedeu-se-lhe uma pensão anual de 60 contos.
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Estátua de D. Pedro na cidade do Porto (Portugal)
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D. Pedro já se achava com a saúde gravemente comprometida naquela hora de vitória, apesar de não ter chegado ainda aos 36 anos.
Enquanto Príncipe Real, e mesmo já depois de ser Imperador do Brasil, ele tivera uma vida dissoluta, sendo provável que tantos abusos e exageros, resultantes também de uma educação defeituosa, se encarregassem de lhe ir minando os pulmões.
Esclareça-se todavia que, no tempo em que foi Imperador do Brasil (até 1831), não há notícias respeitantes a séria falta de saúde (além dos ataques epilépticos). Isto não significa que não fosse já portador da doença, dada a forma insidiosa com que costuma instalar-se a tuberculose pulmonar.
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Em plena guerra civil, durante o cerco do Porto, não transpirou qualquer informação acerca da doença de D. Pedro. No entanto, é natural que ele, já enfermo, se sentisse muito pior com todos aqueles trabalhos e canseiras, em correrias constantes, de dia e de noite, com frio e com calor, à chuva e ao vento, numa azáfama melindrosa e sem fim.
É também possível que a sua falta de saúde permanecesse escondida para não provocar o desânimo nas suas hostes e o fortalecimento moral do exército absolutista de seu irmão, D. Miguel.
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Proclamação da independência do Brasil
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Em Junho de 1834, depois da rendição de D. Miguel, poucas pessoas sabiam da gravidade do mal do Rei-Soldado. Mas o seu estado era já desesperado, pois os excessos cometidos durante o cerco do Porto transformaram a sua tuberculose, insidiosa e crónica, numa tuberculose galopante.
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Num espectáculo ocorrido no Teatro de S. Carlos (Lisboa), aonde conseguiu deslocar-se, viu-se surpreendido por um coro de insultos de numerosos energúmenos, que exigiam vingança sobre os vencidos absolutistas.
Eram os “valentes” que não tinham exposto o peito às balas; eram os acomodatícios, que se tinham amoldado a todas as situações; eram aqueles que nunca antes se tinham atrevido a expor a sua maneira de pensar.
D. Pedro, sempre corajoso, apenas lhes disse: “Fora, canalha!”.
Mas o vexame sofrido repercutiu-se certamente no seu gravíssimo estado de saúde.
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D. Pedro compõe o Hino da Independência do Brasil
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O mal agravava-se dia a dia, a dispneia abafava o doente, os suores gelavam-lhe o corpo, as hemoptises eram frequentes, os ataques de tosse constantes e duradouros, a fraqueza cada vez maior. Mas D. Pedro, ainda que abatido e macilento, estava em pleno uso das suas faculdades mentais, pelo que não descurava a defesa da Carta Constitucional portuguesa, nem a defesa dos direitos de sua filha, D. Maria da Glória (futura rainha D. Maria II, de Portugal).
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O enfermo instalou-se no palácio de Queluz, no mesmo quarto onde nascera, porque era ali que desejava despedir-se da vida.
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Em 17 de Setembro pediu os confortos da religião e assinou o testamento, legando o seu coração à cidade do Porto e recomendando à generosidade da nação portuguesa a sorte de sua mulher, D. Amélia de Leuchtemberg, e a da filha de ambas (também Amélia e igualmente falecida de tuberculose aos 20 anos de idade).
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Praça de D. Pedro IV, em Lisboa (Portugal)
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No dia 19, sentindo D. Pedro a proximidade da morte, pediu que lhe trouxessem ao leito de moribundo um soldado do seu predilecto Batalhão de Caçadores 5, e, abraçando-o, disse-lhe: “Transmite aos teus camaradas este abraço, em sinal da justa saudade que me acompanha neste momento, e do apreço em que sempre tive os seus relevantes serviços”.
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Depois, entregando-se à devoção religiosa, viveria ainda cinco dias, vindo a falecer no dia 24 de Setembro de 1834, nos braços de sua segunda mulher, D. Amélia, e da filha de ambas.
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Erigiram-se, em sua homenagem, diversas estátuas no Brasil e em Portugal.
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Fonte (com adaptações): Causas de Morte dos Reis Portugueses – J. T. Montalvão Machado – Lisboa – Portugal – 1974 (págs. 186-196).
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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Grandes Quadros

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A rainha Vitória e o Príncipe Alberto no baile de máscaras
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Edwin Henry Landseer
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Inglaterra - (1802-1873)
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Pintura - Variações em Feminino (2)

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1 - Angela Hardy
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2 - Debra Hurd
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3 - Jason Tako
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4 - Marianne Jacobsen
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 5 - Delilah Smith
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6 - Elizabeth Blaylock
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7 - Jason Tako
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 8 - P. Ledent



 9 - Kay Crain
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 10 - Maria Pace-Winters
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 11 - David Roberts
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12 - Vicki Shuck
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Vergonha em Feminino

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Capa do jornal Público - Lisboa - Portugal - 7-Fev-2011
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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Pintura - Variações em Feminino (1)

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1 - Kim Roberti
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2 - Kay Crain
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3 - Delilah Smith
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4 - Elizabeth Blaylock
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5 - P. Ledent
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6 - Kay Crain
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7 - Daniel Peci

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8 - Debra Hurd
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9 - Ria Hills
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10 - P. Ledent
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11 - Jacqui Faye

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12 - Jacqueline Gnott
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