sábado, 31 de janeiro de 2009

Aberturas de Grandes Livros - "Cem Anos de Solidão" (Gabriel García Márquez - Colômbia)

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“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo.
Macondo era então uma aldeia de vinte casas de barro e taquara, construídas à margem de um rio de águas diáfanas que se precipitavam por um leito de pedras polidas, brancas e enormes como ovos pré-históricos. O mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome e, para mencioná-las, era preciso apontar com o dedo.
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Todos os anos, pelo mês de Março, uma família de ciganos esfarrapados plantava a sua tenda perto da aldeia e, com um grande alvoroço de apitos e tambores, dava a conhecer os novos inventos. Primeiro trouxeram o íman. Um cigano corpulento, de barba rude e mãos de pardal, que se apresentou com o nome de Melquíades, fez uma truculenta demonstração pública daquilo que ele mesmo chamava a oitava maravilha dos sábios alquimistas da Macedónia.
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Foi de casa em casa arrastando dois lingotes metálicos, e toda a gente se espantou ao ver que os caldeirões, os tachos, as tenazes e os fogareiros caíam do lugar, e as madeiras estalavam com o desespero dos pregos e dos parafusos que tentavam desencravar-se, e até os objectos perdidos há muito tempo apareciam onde mais tinham sido procurados e arrastavam-se em debandada turbulenta atrás dos ferros mágicos de Melquíades. “As coisas têm vida própria”, apregoava o cigano com áspero sotaque, “tudo é questão de despertar a sua alma.”
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José Arcadio Buendía, cuja desatada imaginação ia sempre mais longe que o engenho da natureza, e até mesmo além do milagre e da magia, pensou que era possível servir-se daquela invenção inútil para desentranhar o ouro da terra.
Melquíades, que era um homem honrado, preveniu-o: “Para isso não serve.” Mas José Arcadio Buendía não acreditava, naquele tempo, na honradez dos ciganos, de modo que trocou o seu jumento e um rebanho de cabritos pelos dois lingotes imantados.
Úrsula Iguarán, sua mulher, que contava com aqueles animais para aumentar o raquítico património doméstico, não conseguiu dissuadi-lo. “Muito em breve vamos ter ouro de sobra para assoalhar a casa”, respondeu o marido. (…)”
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Cem Anos de Solidão - Gabriel García Márquez (n.1928) - (Cf. edição de Publicações Europa-América, Lisboa, 1971).
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Nota para os interessados: consta actualmente do catálogo da Editora Dom Quixote, Lisboa (€ 17,50).
Também disponível na Biblioteca Nacional de Lisboa (Cota - L. 65030 P.)
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Grandes Quadros - A Rendição de Granada (1492)

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A 2 de Janeiro de 1492, Boabdil, emir de Granada, derradeiro senhor muçulmano do Al-Andalus, na Península Ibérica, rende-se aos reis de Castela e Aragão (Fernando e Isabel, que ficaram conhecidos na História como os Reis Católicos).
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(Óleo de Francisco Pradilla y Ortiz - 1882).
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sábado, 24 de janeiro de 2009

O Cavalo do Rei D. João IV de Portugal

Reprodução do estudo de um cavalo em bronze, da autoria de Francisco Franco (1885-1955).
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O original do estudo (bronze) tem 70x70 cm e a sua reprodução, em resina sintética (foto acima), mede 33x32 cm.
A obra inclui-se no património do Museu José Malhoa, Caldas da Rainha, Portugal, e a sua reprodução está disponível para venda ao público.
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O estudo de Francisco Franco destinou-se à estátua equestre do Rei D. João IV de Portugal, situada na praça fronteira ao Paço Ducal de Vila Viçosa (Alentejo, Portugal). A inauguração ocorreu em Dezembro de 1943.
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D. João IV (n. 19 de Março de 16o4 - f. 6 de Novembro de 1656), era filho do 7.º duque de Bragança, D. Teodósio, e da duquesa D. Ana Velasco. Herdou o senhorio da casa ducal por morte do pai (1630).
Foi ele, a partir de 1640, o primeiro monarca da 4.ª dinastia portuguesa, quando, na sequência do movimento revolucionário de 1 de Dezembro desse ano, Portugal se libertou de um longo domínio espanhol de sessenta anos.
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No seu testamento, datado de 2 de Novembro de 1656, deixou D. João IV as seguintes palavras:
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"tenho por conveniente declarar [...] que me resolvi a restituir-me a esta Coroa, sem nenhum respeito particular da minha pessoa, senão por livrar os Reinos que me pertencem das misérias que lhes via padecer em estranha sujeição, e por entender era obrigado a isso por minha consciência, sujeitando-me por esta causa a vida e trabalhos...".
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(1.ª foto - Museu José Malhoa; 2.ª foto - Arquivos da Torre; 3.ª foto - asviagensdotiago; 4.ª e 5.ª fotos - Dias dos Reis).

África Antiga - O Rei Gezo, do Daomé

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(Fonte: Frederick E. Forbes - Daomé e os Daomeanos - Relato de duas missões ao Daomé em 1849 e 1850 - Londres, 1851, Vol. 1).
Segundo Forbes, o Rei Gezo, do Daomé (actual Benim), que governou entre 1818 e 1858, andaria pelos 48 anos, era bem parecido e cuidadoso no vestir, cultivava o orgulho e, dono de severa expressão, possuía evidentes qualidades de comando.
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

(Carlos Drummond de Andrade) (Brasil) - Receita de Ano Novo

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Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris,
ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação
com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
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para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo,
remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até
no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
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novo,
espontâneo,
que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come,
se passeia,
se ama,
se compreende,
se trabalha,
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você não precisa beber champanha
ou qualquer outra birita,
não precisa expedir
nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
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Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de Janeiro as coisas mudem
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e seja tudo claridade,
recompensa,
justiça entre os homens
e as nações,
liberdade com cheiro e gosto
de pão matinal,
direitos respeitados,
começando pelo direito augusto de viver.
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Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro,
tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo,
eu sei que não é fácil,
mas tente,
experimente,
consciente.
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É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
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(Carlos Drummond de Andrade - Brasil)
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A Grande Música de Espanha - "La Boda de Luis Alonso" (Jerónimo Giménez)

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Jerónimo Giménez nasceu em Sevilha, Espanha, em 10 de Outubro de 1854 e faleceu em Madrid em 19 de Fevereiro de 1923.
Iniciou os estudos musicais com seu pai. Depois, em Cádiz, estudou com Salvador Viniegra e, mais tarde, no Conservatório de Paris. Regressou a Espanha em 1885.
Além de uma grande produção de zarzuelas, escreveu diversas sinfonias e música de câmara.
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Os seus melhores trabalhos são os do início da carreira.
Entre os mais notáveis estão Trafalgar e Los Voluntarios, mas a sua fama advém, sobretudo, de três trabalhos: El Baile de Luis Alonso, La Boda de Luis Alonso e a sua obra-prima La Tempranica.
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La Boda de Luis Alonso está a seguir:
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A direcção de orquestra é de Enrique García Asenso.
Castanholas confiadas às virtuosas mãos de Lucero Tena.
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(Depois, para voltar ao blogue, vá ao topo esquerdo do écran e clique na seta da esquerda).
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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O 1.º e o 44.º Presidentes dos Estados Unidos da América

George Washington (1789-1797)
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Barack Hussein Obama (20-Jan-2009)
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"Agora é tempo de tornar reais as promessas da Democracia..."
(Martin Luther King)

domingo, 18 de janeiro de 2009

Aberturas de Grandes Livros - "O Coronel e o Lobisomem" (José Cândido de Carvalho - Brasil)

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“A bem dizer, sou Ponciano de Azeredo Furtado, coronel de patente, do que tenho honra e faço alarde.
Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas, gado do mais gordo, pasto do mais fino. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância, com uns padres-mestres a dez tostões por mês.
Digo, modéstia de lado, que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. Mas disso não faço glória, pois sou sujeito lavado de vaidade, mimoso no trato, de palavra educada.
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Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto, sem freio nos dentes, sem medir consideração, seja em compartimento do governo, seja em sala de desembargador.
Trato as partes no macio, em jeito de moça. Se não recebo cortesia de igual porte, abro o peito:
- Seu filho de égua, quem pensa que é?
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Nos currais do Sobradinho, no debaixo do capotão de meu avô, passei os anos de pequenice, que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca, lá num Inverno dos antigos, Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei:
- Esse menino tem todo o sintoma do povo da política. É invencioneiro e linguarudo.
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Então, para aprimorar tais inclinações de nascença, caí nas garras da prima Sinhá Azeredo, parenta encalhada na prateleira, uma vez que casamento não achou por ser magricela e devota. Morava em nação de chuva – um oco de coruja chamado Sossego, onde só dava presença bicho penado. De noite, era aquela algazarra de lobisomem, pio de coruja, asa de caburé, fora outros atrasos dos ermos.
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Metida nos livros de devoção, Sinhá Azeredo não tinha outra aptidão do que ensinar ao parente sabedoria ligada aos anjos do céu. Saía da prima um cheiro de vela, um bafo de coisa de oratório. De tardinha, sumia no quarto das devoções, enquanto eu ficava na soletração da cartilha.
Sinhá conhecia toda a raça de ventos e para cortar as maldades e miasmas deles possuía reza da maior força.
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Por mal dos meus pecados, o que a prima mais apreciava era conversa de assombração, de meninos desbaptizados que morriam sem o benefício da água benta ou de herege esquentado em fogueira de frade. Lambia os beiços de cera e ameaçava:
- Criança sem religião acaba no fogo dos hereges. (...)"
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O Coronel e o Lobisomem – José Cândido de Carvalho (1914-1989) (Publicado por “Livros do Brasil”, Lisboa, 196?)
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Nota para os interessados: a obra consta ainda do catálogo da Editora "Livros do Brasil" (€ 7,50).
Também disponível na Biblioteca Nacional de Lisboa uma reedição de 2007 (em processamento).
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sábado, 17 de janeiro de 2009

Arte Africana (7)

O Velho Leão
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Costa Moçambicana
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Costa Sul-Africana
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Os Intrusos
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Momentos Finais
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(Artistas: os três primeiros quadros são de Peter Birch; os dois últimos, de Ray Holin)
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Aberturas de Grandes Livros - "O Músico Cego" (Vladimiro Korolenko - Rússia)

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“Tarde da noite nasceu a criança numa rica família do Sudoeste.
A mãe estava deitada e em sonolência; mas quando o primeiro grito do recém-nascido ressoou no quarto – um vagido doce e lamentoso – ela, com os olhos fechados, começou a agitar-se no leito. Os lábios murmuraram qualquer coisa e no seu rosto pálido, de traços quase infantis, esboçou-se um esgar de sofrimento impaciente, como um bebé mimado quando experimenta um desgosto inesperado. A parteira inclinou o ouvido para os lábios balbuciantes da jovem mãe.
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- Porquê?... Porque está ele assim? – perguntou a doente com voz mal perceptível.
A parteira não compreendeu a pergunta. A criança gritou de novo. O reflexo duma viva dor percorreu a face da parturiente e uma grossa lágrima deslizou dos seus olhos fechados.
- Porquê? Porquê? – murmuravam-lhe os lábios muito docemente.
Desta vez a parteira percebeu a pergunta e respondeu serenamente:
- Quer saber porque chora o menino? É sempre assim, tranquilize-se. (…)
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(…) O coração da mãe pressentia, sem dúvida, que, juntamente com a criança, acabava de nascer um destino votado a uma infelicidade obscura e inexorável – suspenso por sobre o berço – para escoltar aquela nova vida até à sepultura.
Talvez fosse pura imaginação. De qualquer maneira, porém, a criança nasceu cega. (…)”
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O Músico Cego – Vladimiro Korolenko (1853-1921) (Conforme edição de 1971 - Publicações Europa-América, Lisboa)
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Nota para os interessados: a obra consta ainda do catálogo de Publicações Europa-América (€ 6,49).
Edição também disponível na Biblioteca Nacional de Lisboa ---- [Cota - L. 64758 P.]

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Arte Africana (6)

Tentando a Reconciliação
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(Artista: Andamiyo Chihota)

Reis dos Mares (2) - Navios do Tempo Colonial Português (De carga ou mistos)

Moçâmedes
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Ana Mafalda
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Andulo
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Angra do Heroísmo
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Benguela
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Cabo Verde
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Congo
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Angoche
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Dondo
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Erati
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Ganda
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Luanda
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Lúrio
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Manuel Alfredo
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Porto Amélia
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Rita Maria
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S. Tomé
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Sofala
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Zambézia
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